01 Março 2019

Teste: Jetta está mais hi-tech e menos gearhead

Telas multimídia são os diferenciais do sedã médio da Volkswagen. Apesar de eficiente, motor 1.4 suscita saudades do 2.0

É mais fácil o Brasil ser campeão olímpico de basquete em uma final contra os Estados Unidos do que algum sedã médio roubar a liderança do segmento do Toyota Corolla. Nem mesmo o histórico rival Honda Civic chega perto desta proeza. Mas isso não quer dizer que o rei da categoria é o modelo mais cobiçado. Mesmo o mais fervoroso fã do modelo japonês já deve ter cobiçado o Volkswagen Jetta.

Dono de um acerto voltado mais à esportividade do que ao pleno conforto, o alemão também sempre teve apelo tecnológico. O DNA segue presente na sétima geração. Só que mais afeito a ao público hi-tech do que gearhead.

Por enquanto, nada de motor 2.0, que deve chegar ao mercado no primeiro semestre de 2019 na versão GLI. Por ora, todas as três versões carregam sob o capô o consolidado motor 1.4 TSI, turboalimentado e bicombustível, que desenvolve 150 cv de potência a 5.000 rpm, além de 25,5 kgf.m de torque máximo entre 1.400 e 3.500 giros. A opção de entrada custa R$ 99.990, enquanto a mais cara, aqui avaliada, sai tem tabela de R$ 119.990. Chamada de R-Line, está na mesma faixa de preço do Corolla Altis e do Civic Touring,

Apesar de estar longe do desempenho proporcionado pelo saudoso motor 2.0 TSI de 211 cv, a opção 1.4 tem performance bastante convincente e que se justifica nos números. De acordo com a Volks, é capaz de impulsionar o sedã da inércia aos 100 km/h em 8,9 segundos.

Extremamente eficiente na cidade, o Jetta mostra a que veio na estrada. É capaz de realizar ultrapassagens com facilidade e não perde o fôlego em retomadas. Mais do que isso: privilegia o prazer ao dirigir com acerto de suspensão um pouco mais rígido do que o convencional na categoria. Ela tem sistema McPherson na dianteira e multilink na traseira.

É competente também o famigerado câmbio automático Tiptronic de seis velocidades. Ele compreende com agilidade o comportamento que o motorista deseja empregar à viagem e é capaz de reduzir duas marchas de uma só vez para que o motor consiga despejar potência. Aletas atrás do volante seriam bem-vindas em nome da diversão.